300 mil casas brasileiras são automatizadas

Na era da tecnologia também estão as Smart Homes, ou casas inteligentes, um mercado com faturamento estimado em 400 bilhões de dólares até 2020, segundo expectativa da Bi Intelligence.

A Aureside, Associação Brasileira de Automação Residencial, aponta que o Brasil conta com 300 mil residências automatizadas, ou 0,5% das suas residências, enquanto em países da Europa e nos Estados Unidos este número já é de 18%.

Entre as principais alternativas de automação estão: controle de iluminação, controle da climatização, controle de persianas, controle de equipamentos de áudio e vídeo.

De acordo com o professor de Elétrica do Instituto da Construção de Ribeirão Preto, João Carlos Alcoforado Frech, durante o controle da iluminação, por exemplo, o cliente pode verificar se esqueceu alguma luz ligada ou realizar agendas para que certas luzes sejam desligadas automaticamente. Ele explica que isso, ao longo do tempo acaba acarretando em economia.

“O morador ao criar suas cenas e utilizar a automação para diminuir a intensidade das suas lâmpadas estará ao mesmo tempo criando um ambiente mais aconchegante e mais eficiente energeticamente pois as lâmpadas estarão consumindo menos energia”, afirma o professor.

Embora o Brasil não tenha ainda muitas residências com projetos de automação, o interesse por eles é grande. Uma pesquisa do Sebrae Inteligência Setorial aponta que esse interesse fica em 78%, maior que a média mundial que é de 66%.

O advogado Vítor Hugo Vasconcelos Matos automatizou toda a casa. Ele pode controlar tudo pelo celular mesmo estando fora. Iluminação, ar condicionado, câmeras, persianas são alguns dos itens automatizados. Ele consegue, por exemplo, programar horários para ligar ou desligar as luzes e o ar condicionado.

“A automação é um procedimento moderno, novo, que nos proporciona facilidades de acesso remoto, pelo celular ou tablet, além de economia. Onde quer que eu esteja consigo visualizar e funcionar minha casa fora do ambiente. É possível programar a vida e deixar quase tudo no automático”, comenta.

O advogado ainda ressalta que a automação é prática e fácil de usar. “É extremamente fácil. A partir do momento que começa aprender a mexer e organizar o sistema, há uma facilidade enorme. Até meu filho de 5 anos já sabe como fazer algumas programações mais básicas”, conclui.

Embora o interesse em automação no Brasil seja grande, o País conta com apenas 15% da mão de obra qualificada necessária para atender esta demanda, divulga a Aureside.

Pensando nisso, o Instituto da Construção está apostando em um curso de Automação, Cabeamento e Redes de Wifi que prepara o profissional para trabalhar em residências, comércios e empresas. O curso conta com professores atuantes no mercado, oferece kit exclusivo para os alunos, prática em laboratório de automação e elétrica, além de ter a parceria com Wow, empresa com mais de 15 anos de experiência em automação.

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